“Pai pra toda hora”


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Pai de sangue, pai adotivo, pai de coração, pai avô, pai inventado, pai desconhecido, são tantas formas de ocupar esse nome tão curto e tão essencial na construção afetiva de qualquer pessoa.

Eu mesma tenho um pai de sangue, afetuoso e consertador de “quase” todas as coisas, um avô mais do que presente, essencial na vida da minha filha Clara.

Fiquei muito impactada ao assistir o TEDx do Facundo Guerra sobre como criar meninas para o futuro, alguns dias antes dessa data comemorativa, o dia dos pais. E ele diz, paternidade no Brasil, infelizmente, é opcional.

Os dados são bem assustadores, vendeu-se bem abaixo do esperado nesse último dia dos pais, mas as vendas são um mero reflexo da dura realidade de mais de 5,5 milhões de crianças sem pai no registro, e esses dados são de 2011.

Como podemos, homens e mulheres, pais e mães, educadores e familiares construirmos uma sociedade mais unida na criação e educação das nossas crianças? Acredito que nessa relação entre mãe e pai, tudo o que mais queremos é amor e cooperação, o sentimento é preciso estar presente de forma libertadora.

Precisamos definitivamente criar homens que choram! Meninos aos quais não diremos “homem não chora”. Precisamos liberar os homens para sentirem. Eles tem o direito ao choro e ao sentimento, homens são sensíveis tanto quanto as mulheres. Homens sensíveis serão a base de uma sociedade sensível. Sensível às necessidades da mulher, sensível ao papel de pai, sensível no processo de criar e educar outros seres humanos sensíveis.

Nós somos intelecto, força, carne e músculos e coração. A maior crise no mundo corporativo é a incapacidade de lidar com pessoas com emoções e papéis que vão além do meramente produtivo. O século XX engessou o Homem (homo sapiens) como se fosse máquina e agora está em pleno burn out, ou seja, fundiu, pois não se sente reconhecido em sua totalidade.

A luta das mulheres deve ser a luta dos homens, he for she, she for he. Ao entendermos que o homem sensível também anseia por estar junto ao seu filho recém-nascido nessa descoberta da paternidade e nessa trajetória de cuidados tão fundamentais para o ser que chegou, empresas, sociedade, espaços públicos e privados se tornarão aptos à essa necessidade. Banheiros com fraldário para pais e mães na maioria dos espaços, licença maternidade e paternidade prolongada, direito do pai levar o filho ao médico, de fazer home office quando o filho estiver doente, e tantas outras responsabilidades que não cabem somente à mãe. Se as mulheres estão lutando pelo direito e reconhecimento de serem o que quiserem e de ocuparem os mesmo espaços que os homens, por que os homens não vão lutar pelo direito de ser pai?

Para ir além:

Quer se envolver mais na questão da paternidade? É só pesquisar paternidade ativa na internet, os homens estão criando um movimento muito legal nas redes sociais e em casa, por favor! ;)

Para ver o TEDx do Facundo Guerra, clique aqui.

Movimento HeForShe:

Caroline Vargas Jornalista e fotógrafa tornou sua obsessão em ver formas inesperadas de coração num projeto chamado I SEE HEARTS, brand & bureau. Uma forma de ver e escrever sobre o mundo com mais amor e afeto. @i_seehearts @carolevargas


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