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A Pandemia encurtou o nosso tempo - e os nossos vídeos

Com a crise mundial da Covid-19, o tempo de interação nas redes sociais aumentou. Para sobreviver, muitas empresas foram forçadas a irem para digital.



Com isso, cresceu a oferta de conteúdo nas plataformas e, consequentemente as marcas tiveram que rebolar para consegui

ganhar a atenção desejada.


Falando em plataformas, elas também mudaram: em julho de 2021, Adam Mosseri, chefe do Instagram, deu uma declaração que deixou os geradores de conteúdo de cabeça em pé: “o Instagram não é mais apenas um app de fotos”, disse ele - dando um spoiler de que os vídeos passariam a ser prioridade.


Em junho deste mesmo ano, o WhatsApp lançou o recurso de aceleração em até o dobro da velocidade dos áudios enviados.

E o que tudo isso significa? Que cada vez mais precisamos ser ágeis e relevantes desde o início da mensagem que queremos passar. As pessoas tem sido cada vez menos tolerantes com conteúdos longos.


Em setembro participei de uma roda de conversa com a equipe do Kwai, um aplicativo de compartilhamento de vídeos. Em uma pesquisa recente, a empresa concluiu que é preciso captar a atenção das pessoas em até 3 segundos.


Esse número, antes da pandemia, era de 6 segundos. A dica dada pela empresa é que criemos um arco narrativo (contar uma história com começo, meio e fim) em até 20 segundos!


Como as empresas podem trabalhar, então, nesse novo formato? A primeira dica é usar a criatividade, sem perder a sua essência. Ser autêntico no seu conteúdo é fundamental.


Depois, a segunda dica é entender que os formatos são diferentes: não adianta querer transformar um vídeo de 30 minutos em um de 30 segundos. Não trata-se de um resumo e sim de um conteúdo novo, pensado para funcionar nesse formato curto e rápido.


E por último: teste muitas e muitas vezes! O que funciona para a marca vizinha, pode não funcionar para a sua e vice-versa. Acompanhe as métricas, acompanhe os dados e fique por dentro das tendências.


Uma sugestão que gosto de dar é que você comece a criar um “banco de dados” de inspirações. Todas as vezes que você ver uma postagem ou um vídeo que te chamou atenção, guarda nessa pasta.


Depois, comece a olhar com outros olhos para esse conteúdo. Pergunte-se: “o que exatamente me chamou atenção aqui?” e, quando for criar o seu conteúdo, inspire-se nessa pasta. Lembrando que inspirar não é copiar!

Vamos colocar em prática?



Jéssica Rua é formada em Publicidade e pós graduada em Design Gráfico. CEO da Donna Pixel, uma agência digital especializada em gestão de redes sociais, é hoje quem está por trás de todos os projetos da agência.

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