O que é economia compartilhada?


Imagem de StockSnap por Pixabay

Com o avanço das tecnologias e o crescimento desenfreado das Startups (como Uber, Ifood, Airbnb, MaxMilhas, etc) surgiu a economia compartilhada, mas o que é isso e como pode impactar em nossas vidas? A economia compartilhada é uma prática de dividir o uso e a compra de serviços, é um novo modelo de consumo que reforça não somente o compartilhamento financeiro, mas também de muitos outros tipos de ganhos. Com os celulares em mãos, fazemos a economia compartilhada ganhar força e se expandir todos os dias.

Esse novo modelo vem desafiando os modelos tradicionais de negócio, afinal, de repente, há mais concorrentes, com propostas inovadoras, preços competitivos, produtos de qualidade e que não precisam seguir as regras do Estado. A reação dos serviços tradicionais a esse fenômeno mundial é visível, como quando os taxistas brasileiros se revoltaram contra a chegada do Uber. Entretanto, negar a eficiência e o crescimento desses novos modelos econômicos é negar todos os avanços alcançados até agora que facilitam a prosperidade social.

As pessoas são o centro dessa nova economia que é mantida por cidadão ativos, comunidades, empresas organizações e associações, resultando no surgimento dos coworkings (escritórios compartilhados, onde pequenas empresas e autônomos dividem as despesas, custos, experiências e ideias), colivings (moradias compartilhadas com a proposta de estimular a integração, a colaboração e a sustentabilidade), transportes compartilhados (Uber, 99pop, Yellow), crowdfunding (várias pessoas ou equipes cadastrando seus projetos e conquistando apoio de diversos colaboradores/sócios para a sua realização, também chamado de financiamento coletivo) e no surgimento acelerado de startups inovadoras. Contudo, quais são as consequências disso? Um gigantesco compartilhamento que busca aproximar pessoas e empresas das mais diversas formas, seja na área pessoal ou profissional, pois compartilhar é sempre essencial para aprender e desenvolver novos projetos.

Um ótimo exemplo de negócio brasileiro que aplica esses conceitos, é a Casa B2Mamy, um projeto de crowdfunding que viabiliza proporcionar um espaço para mães e mulheres empreendedoras no mercado de trabalho. Confira abaixo a apresentação dessa iniciativa incrível:

Espaço de pertencimento, mentoria e capacitação para mães empreendedoras.

Quão bom seria ter um lugar onde pudéssemos ter um pouquinho de tudo: encontros com a nossa comunidade, organizar e/ou participar de workshops, poder encontrar gente como a gente a qualquer hora do dia, tomar um café para falar sobre uma ideia, descobrir uma sócia, uma fornecedora ou parceira numa palestra, trabalhar em conjunto, ou em um espaço que te permita encontrar aquele foco que você não consegue dentro de casa? É possível se for colaborativo, cocriado e compartilhado.

A ideia surgiu depois de 3 anos ouvindo a comunidade das mães empreendedoras ou em transição de carreira. A solidão tanto de empreender quanto de maternar foi a mais ouvida durante todos esses anos. Por outro lado, o custo de espaços compartilhados em São Paulo, bem como a falta de conexão real e empatia, inviabiliza sair de casa e realizar essas conexões tão preciosas e importantes para os negócios dessas empreendedoras. Outras dores a serem resolvidas eram os custos dos cursos de capacitação nos temas de inovação, tecnologia e soft skills, impossibilitando o acesso de grande parte das mulheres a informações tão importantes, tornando inviável empreender tanto para quem quer assistir quanto para quem quer produzir conteúdo.

Por isso a B2mamy surgiu, para que mulheres e mães possam se unir em prol do crescimento do empreendedorismo feminino no Brasil, mostrando que ao compartilhar, abrimos portas até mesmo para aqueles que pensavam que era impossível realizar o sonho do próprio negócio. Isso é inovar e empreender.

Com base no exemplo acima, percebe-se que a inovação e o consumo consciente são fundamentais para o empreendedor que pretende criar uma startup ou um novo negócio, afinal, o objetivo de propor algo novo e inovador requer criatividade e muito estudo de mercado. Atualmente, a inovação empreendedora vai muito além de pensar somente no que o cliente quer e precisa, envolvendo até mesmo o tipo de conceito a ser mostrado para o cliente, fazendo-o refletir sobre o seu consumo, sobre os seus hábitos e seu estilo de vida.

Por conta disso, o consumo consciente está diretamente relacionado aos modelos de negócios inovadores, uma vez que o ato de consumir afeta não somente quem faz a compra, mas também todos os âmbitos da sociedade (incluindo econômicos e ambientais). É importante refletir os hábitos de consumo e pensar duas vezes antes de comprar algo novo e desnecessário, a fim de causar menos impactos no meio ambiente.


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