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Sustentabilidade também é economia

Texto por Europa.

Você já se perguntou sobre como práticas sustentáveis podem gerar retorno financeiro para você e/ou sua empresa?


Hoje em dia, as discussões sobre o desenvolvimento sustentável já superaram o argumento de que isso seria uma barreira insuperável para o desenvolvimento econômico, e tanto economistas quanto ambientalistas, sociólogos, cientistas e pensadores de todas as áreas passaram a fomentar a ideia de que ambos não só podem caminhar juntos, como funcionam muito bem dessa forma, e podem até impulsionar um ao outro.


Já falamos algumas vezes por aqui sobre assuntos relacionados à sustentabilidade e à importância de se agir de forma social e ambientalmente responsável, tanto para o mundo, quanto para você e sua empresa.


Como muitas vezes o tempo, a energia, e mesmo a falta de informação podem desestimular o progresso econômico sustentável, hoje vamos nos aprofundar um pouco mais nas formas que existem para que o seu negócio tenha uma postura ambientalmente positiva e ainda tenha retorno financeiro com essas ações.


Muitos investidores têm priorizado seus recursos para empresas comprometidas com os critérios ESG, como é possível constatar em um levantamento recente feito pelo Deutsche Bank com a indústria de fundos no mercado americano que apontou que:


Em média, nos últimos três anos até abril de 2021, os fundos com foco na temática da sustentabilidade alcançaram um retorno médio

anual de 18,2%, superando a média de 15,5% dos fundos que não

possuíam relação com critérios ESG durante o mesmo período.


A Refinitiv, uma das maiores instituições financeiras do mundo, realizou um estudo em 2021 que analisou o retorno financeiro de empresas que se comprometem com agendas sustentáveis em 4 grandes mercados (EUA, Europa, Austrália e Sudeste Asiático (China, Japão e Coréia do Sul), definindo tendências para o mercado mundial.


O estudo foi baseado num sistema de pontuação de ESG, que consiste numa escala de pontos para diversos critérios de sustentabilidade da empresa. Para gerar essa pontuação, foram avaliados os seguintes critérios, dentro de cada esfera de ESG:


Esfera Ambiental: utilização de recursos, emissões de gases de efeito estufa (GEE’s) e inovação;

Esfera Social: força de trabalho, direitos humanos, comunidade e responsabilidade social

Esfera Governamental: gestão, investimentos e estratégia de responsabilidade social corporativa (RSC).


O estudo observou retornos anuais diretos 10% maiores para as empresas que possuíam a pontuação ESG mais alta, especialmente na Europa. Além disso, as correlações negativas entre as pontuações ESG e a volatilidade das ações mostram que empresas com pontuações ESG mais altas são, em média, menos arriscadas, inclusive durante a pandemia por Covid-19.


Estes dados garantem mais segurança, atraem investidores e aumentam o valor da empresa. Além disso, constatou-se que, para empresas menores, esse retorno pode ser ainda maior, graças à relação entre investimento-retorno. Ou seja, o estudo concluiu que empresas sustentáveis possuem retornos financeiros maiores, mais consistentes e menos voláteis.


| Como perceber o resultado da sustentabilidade no seu negócio?


A BlackRockInvestment Institute (BII), instituto responsável por pesquisas financeiras e econômicas da maior gestora de ativos do mundo, afirma que a proteção ao meio ambiente não impacta o desenvolvimento econômico e pode “gerar retornos vultosos, da ordem de 25% ao ano”.


Quer saber como isso é possível na prática? Fique de olho nas 5 formas de se obter e observar o retorno financeiro das práticas sustentáveis, elaborado pela Mckinsey&Company, uma das maiores consultorias empresariais do mundo:


1. Redução de custos: é possível notar nas contas de água e luz com valores reduzidos, bem como na melhoria da eficiência produtiva relacionada a matérias primas. Na Purificadores Europa, por exemplo, o sistema de circularidade de água no laboratório permite uma economia de 35 mil litros de água por mês! Outro exemplo é a troca das lâmpadas comuns por LED, que possuem uma eficiência energética até 85% maior.


Aqui vai uma dica: sabe aquela fumaça escura que sai dos escapamentos de veículos ou chaminés? Além de ser muito prejudicial para o meio-ambiente, ela indica que o combustível utilizado não está sendo consumido completamente no processo de combustão, e parte dele está saindo na fumaça. Investir na manutenção do seu veículo próprio ou da sua empresa, assim como na eficiência de qualquer processo produtivo que utilize combustíveis fósseis, não só reduz a sua pegada de carbono, como também traz economia de dinheiro.


2. Intervenções regulatórias e legais: comprometer-se com pautas ambientais e sociais ajuda sua empresa a termais liberdade estratégica por meio da desregulamentação. Em alguns casos, também é possível conseguir subsídios e apoio do governo. Buscar certificações que comprovem esse compromisso pode facilitar essa missão. A Purificadores Europa tem orgulho dos selos de frete neutro e carbono neutro, que comprovam a neutralização das emissões de carbono no nosso processo produtivo e da entrega de produtos.


3. Aumento de produtividade: muitas vezes esquecido, o investimento no clima organizacional da empresa não só é um aspecto importante da credibilidade socioambiental, mas também aumenta a motivação e produtividade dos funcionários, além de atrair talentos.


4. Otimização de investimentos e ativos: alocando melhor o capital a longo prazo (por exemplo, em instalações e equipamentos mais sustentáveis), é possível aumentar o retorno do investimento. Evite aplicações que podem não compensar devido a questões ambientais de longo prazo. Além disso, é possível investir em produtos e serviços mais sustentáveis para a sua marca e em parcerias que estejam alinhadas com os mesmos propósitos.


5. Crescimento de valor da empresa: adotar práticas sustentáveis como as descritas até aqui e comunicar essas ações de forma eficiente gera valor para a empresa e pode atrair clientes e investidores, alcançando melhor acesso aos recursos por meio de relações mais fortes com a comunidade e o governo, por exemplo.


Com o resultado de uma pesquisa da Universidade de Harvard, fica ainda mais fácil observar o quanto as práticas sustentáveis corporativas podem gerar retorno.

De acordo com o desempenho, a adoção de políticas sustentáveis, o setor, o porte, a estrutura de capital e dados da bolsas de valores, as maiores empresas do mundo foram divididas em dois grupos:


1) Alta sustentabilidade: com mais de 10 posturas sustentáveis desde os anos 1990;

2) Baixa sustentabilidade: com menos de quatro políticas inseridas nos anos 2000.


Veja o que a pesquisa constatou:


• As 90 empresas de alta sustentabilidade apresentaram melhores taxas de retorno, num período de 18 anos;

• O patrimônio de uma empresa de alta sustentabilidade valorizou 33 vezes em 18 anos e o de uma empresa de baixa sustentabilidade, 26 vezes;

• O retorno de uma empresa de alta sustentabilidade em 2010 foi de sete vezes o valor investido em 1992 e o de uma empresa de baixa sustentabilidade foi de 3,5 vezes;


| Exemplos de sucesso

Para servir de inspiração, trouxemos alguns exemplos que destacam como a sustentabilidade ambiental pode se traduzir em retornos financeiros para as empresas, impulsionando o crescimento e a diferenciação no mercado. Confira:


1. Tesla: A Tesla é conhecida por ser uma das principais fabricantes de veículos elétricos. A empresa foi pioneira na inovação de carros elétricos com desempenho superior e design atraente. Ao capitalizar a demanda crescente por veículos ambientalmente amigáveis, a Tesla viu um aumento expressivo nas vendas e em seu valor de mercado.

2. Interface: A Interface é uma empresa líder no setor de pisos modulares e tem como objetivo se tornar uma empresa com impacto ambiental líquido zero até 2020. Ao adotar práticas sustentáveis, como o uso de materiais reciclados, energia renovável e redução do desperdício, a Interface conseguiu reduzir seus custos operacionais e atrair clientes preocupados com a sustentabilidade.


3. Natura: A Natura é uma empresa brasileira de cosméticos que prioriza a sustentabilidade e a responsabilidade socioambiental. A empresa investe em ingredientes naturais, conservação da biodiversidade e programas de desenvolvimento sustentável em comunidades locais. Essa abordagem ajudou a fortalecer a marca, atrair consumidores preocupados com o meio ambiente e aumentar os lucros.


Você pode estar se perguntando se sustentabilidade com desenvolvimento econômico é algo que funciona apenas para grandes corporações. É claro que não! A seguir, temos um último exemplo de uma gráfica mineira, que ajudou a reduzir o descarte de papel e a potencializar seus resultados financeiros.


4. Ekofootprint: A gráfica utiliza máquinas que imprimem o papel com cera, que é muito mais sustentável. O papel também é feito à base do bagaço da cana. No total, o dono da gráfica calcula que sua iniciativa contribui para a diminuição de 92% de resíduos, se comparada ao trabalho tradicional das concorrentes. Só para você ter uma ideia, uma impressora com tinta normal gasta 12 cartuchos para imprimir 35 mil folhas. A de cera usa apenas 4 e imprime 50 mil. Além de gerar menos poluição, o resultado rende economia.


O investimento foi de R$220 mil, e o negócio apostou na estratégia do diferencial da sustentabilidade para se destacar. Hoje, a gráfica fatura R$35 mil por mês.


Além de ser uma tendência e uma necessidade global, comprometer-se com práticas mais sustentáveis no negócio só traz vantagens.


E na sua empresa, o que tem sido feito para causar mais impacto positivo no mundo e nos seus resultados?

Fontes:




Texto produzido pela empresa Europa

Somos pioneiros no mercado brasileiro de purificador e filtragem de água. Trabalhamos há 39 anos para entregar água tratada e de qualidade para todos!


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